• Pesquisa de Opinião.
    por Rubem Porto Jr.

    A ECT realizou uma pesquisa sobre filatelia em três frentes distintas: agências filatélicas; revista COFI e internet. Trata-se de um trabalho que visou traçar um perfil do colecionador brasileiro e de seu interesse em relação às emissões filatélicas do Correio brasileiro. Muitos dados interessantes podem ser pinçados da pesquisa e aqui avaliados.

    Perfil Geral da Consulta

    Daqueles que dela participaram, 67% são homens e 33% são mulheres, sendo que do total, 56% se disseram colecionadores. Neste grupo há predomínio total dos homens 81%. A faixa etária predominante dos pesquisados ficou entre 16 aos 25 anos, o que pode significar que um bom trabalho de divulgação e estímulo a este grupo pode significar o início de um processo de renovação na filatelia brasileira, principalmente se cruzarmos esta informação com aquela que aponta que do grupo dos não colecionadores pesquisados 45% tem entre 16 e 25 anos. Há aqui um grande potencial de crescimento que precisa ser alavancado pelos Correios, de preferência em parceria com os Clubes Filatélicos. Resasalte-se ainda que quase 70% dos pesquisados têm até 45 anos! Dado também relevante é que na faixa etária entre entre 36 e 45 anos, cerca de 25% se disseram colecionadores.

    A força da internet como ferramenta fundamental na filatelia do futuro está expressa no fato de que a faixa de idade entre 16 e 36 anos concentrou 68% do público pesquisado nesta frente.

    O público, em geral, não soube avaliar se colecionar selos é trabalhoso ou não, mas a grande maioria entende que é preciso de tempo para fazê-lo. Apenas 24% dos pesquisados pertencem à famílias em que já existem colecionadores. A maioria do público pesquisado nas agências e pela Revista COFI, que devem tratar-se daqueles já ligados de alguma forma ao colecionismo, entende a atividade como cara. Entretanto, a maior parte do público que respondeu à pesquisa pela Internet não considerou o colecionismo de selos como algo caro.

    Em se tratando do selo propriamente dito, 75% dos pesquisados entendem que o tema tem influência no momento de se decidir pela aquisição do material. Cerca de 70% deles acreditam que a beleza influencia na na decisão de compra. A grande maioria, 77% dos pesquisados, afirmou saber onde podem adquirir os selos brasileiros. Mais de 90% do pesquisados consideraram que o selo brasileiro é bonito e de qualidade e metade deles acha que selo é um bom presente.

    Um dado importante para o principal interessado na venda de serviços filatélicos, o Correio: quase metade (47%) dos pesquisados entenderam que os Correios não divulgam bem a filatelia. Esse dado quando individualizado, mostra que entre os que não são colecionadores, o número quase não sofre mudança: 48% deles têm a mesma opinião. Há uma total desinformação sobre o que é filatelia. Dentre os pesquisados, 73% entendem que as pessoas não sabem o que é filatelia. Alvissareira é a informação de que mais de 90,% dos pesquisados entendem que o colecionismo de selos não é uma atividade ultrapassada. Quanto ao colecionismo ser visto como um investimento há uma clara divisão de opinião: 36% acham que sim, 34% acham que não e 30% não souberam avaliar. Por fim, quase 90% dos pesquisados entendem que o colecionismo de selos pode ser visto como uma terapia!

    Trata-se de um estudo importante e reveledor. Esperamos que ele possa ser utilizado para o planejamento de ações que revitalizem a filatelia nacional. A lamentar apenas que a pesquisa não tenha abordado, em pelo menos um tópico, o entendimento dos pesquisados quanto a necessidade e o papel a ser desempenhado pelas associações filatélicas, bem como a relação que poderia existir entre elas e os Correios. Fica a sugestão para a próxima pesquisa.


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