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SOBRE MONTANHAS E FILATELIA. REGISTRO FILATÉLICO DA 3a. EXPEDIÇÃO BRITÂNICA AO MONTE EVEREST(1924)
por Rubem Porto Jr.
Montanhas, Vulcões, Rochas, Escaladas, Petróleo, Minerais, Fosseis, Ouro, Minérios. . . O que teriam essas palavras em comum? Pois bem, tudo isto de uma forma ou de outra, está relacionado à Geologia, a ciência que estuda a Terra. Existem uma enormidade de selos, carimbos, inteiros postais e demais itens relacionados a filatelia, ligados a esta temática. Já se vão alguns anos, me dispus a empreender uma viagem filatélica por este caminho, acabando por montar uma coleção sobre o tema. A coleção, denominada, "Geologia: A Ciência da Terra" já circulou bastante pelo Brasil e pelo exterior, cumprindo sua função, para mim, primordial, que é a divulgação da Geologia como ciência, e mais, uma ciência intrinsicamente ligada ao nosso dia a dia.
Entretanto, este artigo tem como objetivo contar uma história, que envolve drama, suspense, superação, mistério, ciência, dentre tantos outros ingredientes que transformam um mero acontecimento em uma boa história.
Um dos itens da coleção a que me referi, corresponde a um cartão postal adquirido a cerca de cinco ou seis anos atrás. Este documento filatélico apresenta interessantes características, pois se relaciona a um dos maiores mistérios da história do alpinismo: o desaparecimento de dois alpinistas durante a tentaiva de escalada do Monte Everest pela expedição britânica de 1924 (figuras 1 e 2).
Em 6 de junho de 1924 George Leigh Mallory e Andrew Comyn Irvine, membros da 3a. Expedição Britânica ao Monte Everest iniciaram sua tentativa de atingir pela primeira vez, até então, o pico da montanha através do seu “Colo Norte”, que nada mais é do que uma “sela” na montanha repleta de neve, gelo e rocha partida, em uma região açoitada por ventos inclementes. Esses seriam passos rumo a um momento histórico. Porém, a situação era de extrema dificuldade. Estavam na montanha já fazia mais de dois meses e as tentativas anteriores de chegar ao cume
haviam fracassado. Um dos líderes da Expedição, o coronel Edward Felix Norton, encontrava-se, naquele momento, em outra barraca, no mesmo acampamento avançado, totalmente cego depois de uma mal sucedida tentativa de alcançar o cume dois dias antes.
A tentativa de escalar o Everest pelo “Colo Norte” , ainda hoje, é vista como das mais difíceis de ser realizada. Mas quem é o Everest? Ele é nada menos que o ponto mais alto da Terra, com seus impressionantes 8848 metros de altitude. Localiza-se nas seguintes coordenadas geográficas: Longitude: 86º55’40" E; Latitude: 27º59’16" N. No Nepal é chamado de Sagarmatha e no Tibete de Chomolungma. Localiza-se em uma região onde se encontram a quase totalidade dos picos com mais de 8000 metros da Terra. A cadeia de montanhas, onde se insere, se estende, sob forma de arco, ao longo de cerca de 2410 Km incluindo terrennos no Paquistão, Cachemira, norte da Índia, Tibete meridional e todo o Nepal e Butão (figura 3).
Esta cadeia de montanhas recebe várias designações: Himalaias, no sul da Ásia Central entre o Nepal e o Tibete e Karakurum no Paquistão, por exemplo. Geologicamente, é uma montanha recente, ainda em formação (tanto que continua crescendo) de alguns pouco milhões de anos, tendo iniciado sua formação na Era Cenozóica. Na região, ainda é intensa a atividade das forças tectônicas, relacionadas ao movimento de grandes porções da crosta terrestre. Essa atividade é que faz com que aconteçam fenômenos como terremotos e "nascimento e crescimento de montnhas". Tal fato decorre do choque de duas "placas tectônicas", podendo estas estarem subdivididas em outras menores.
A teoria que embasa o conhecimento sobre a formação das montanhas é denominda de Teoria da Tectônica de Placas (Tectônica Global). Foi formulada no final da década de 60 e é construída pela união de várias outras importantes contribuições científicas formuladas ao longo de 60 anos, com destaque para a Teoria da Deriva Continental proposta por Alfred Wegner ainda nos anos vinte do século XX.
Para os povos que habitam o planalto tibetano no lado nepalês, o monte Everest é Sagamartha (“a mãe das águas”). Geopoliticamente, a montanha está dividida entre o Nepal (a maior parte) e por onde se têm as rotas de escalada mais utilizadas (mais fáceis, ou pelo menos menos difícieis) que seguem para o “Colo Sul”, e o Tibete, hoje uma provícia da China, fruto da ocupação imposta pelos chineses lá se vão muitos anos, e que têm rotas de subida mais complexas em direção ao “Colo Norte”. O pico foi conquistado pela primeira vez pelo neozolandêz Edmund Hillary junto com o sherpa nepalês Tenzing Norkay somente em 1953, portanto há 50 anos atrás.
Mas, trinta anos antes do feito de Hillary e Norkay, a expedição britânica de 1924 gastou cerca de trinta dias apenas para se deslocar de Darjeeling, na Índia, até o local do acampamento base localizado na parte final da grande moraina do glaciar Rongbuk, já em terras do Tibete. Outros trinta dias foram gastos na preparação dos acampamentos ao longo da rota de ataque ao pico por eles escolhida. Até aquele 6 de junho duas tentativas de chegar ao cume haviam resultado apenas em sofrimento. Os suprimentos estavam no fim e os sherpas, povo da região que auxiliava a expedição, e acostumados aos rigores do clima da região, já não se mostravam dispostos a continuar com o estafante trabalho.
O tempo se esgotava, pois o clima, já inóspito, pioraria ainda mais com a entrada das Monções, ventos úmidos originados no oceano Índico. Não era a primeira vez que o experiente alpinista Mallory, tido como o mais capaz daqueles tempos, se defrontava com essa situação. Essa era a terceira tentativa britânica em quatro anos. Os ingleses, com orgulho maculado por terem falhado na conquista dos pólos norte e sul, não poderiam se dar ao luxo de não conquistar, o mais rapidamente possível, o “polo vertical”, assim era dito por todos os jornais ingleses à época.
A primeira expedição, em 1921, foi basicamente de reconhecimento dos territórios não mapeados da província tibetana. Mallory participou desta expedição, mas desde o início, sabia ser praticamente impossível escalar com chances de chegar ao cume, haja visto que a equipe era formada por escaladores veteranos e não preparados para escalar em altitudes tão elevadas. Não conseguiram ir além do “Colo Norte” a cerca de 7000 metros. Apesar de tudo, tal fato foi, indiscutivelmente, um dos grandes feitos do alpinismo e celebrizou aquela equipe. Não devemos nunca esquecer que as condições da época eram muito precárias do ponto de vista de equipamentos e roupas apropriadas para a prática de escalada em grandes altitudes.
Para a segunda expedição foram reunidos escaladores experientes, incluindo aí, mais uma vez, Mallory, que era tido, como já dito, como o melhor de todos. Mais qualificada e melhor organizada, conseguiu estabelecer acampamentos a 7600 metros e a 7770 metros. Três tentativas para atingir o cume foram feitas: a primeira chegou a 8130 metros, a segunda a 8380 metros (com uso de oxigênio em garrafas), feitos marcantes do alpinismo, e a terceira, conduzida por Mallory, não ultrapassou sequer o Colo Norte, sendo colhida por uma avalanche que tragicamente matou sete carregadores sherpas.
Mallory, aos 38 anos, era o melhor escalador, não só da 3a. expedição. Era o melhor escalador britânico e naquela manhã de 6 de junho o acompanhava “Sandy“ Irvine, um jovem de apenas 22 anos, sem muita experiência mas com enorme disposição física e psicológica e absolutamente confiante na condução do experiente Mallory. O momento da partida, às 8h40 da manhã, está registrado em uma foto clássica feita por Noel Eward Odell, outro membro da expedição. Partem acompanhados por oito carregadores sherpas. Eles estão no acampamento 4. Ao fim da tarde, quatro carregadores sherpas retornam e trazem um bilhete de Mallory, bastante otimista, relatando a ausência de ventos no local do acampamento 5. Na manhã seguinte o grupo de seis (Mallory, Irvine e quatro carregadores sherpas restantes) avançam até o acampamento 6 a cerca de 8200 metros de altitude. Lá chegando os sherpas retornam. A partir daí eram apenas Mallory, Irvine e a montanha. Outros dois bilhetes foram enviados por Mallory nessa ocasião. Um era dirigido ao capitão John Noel responsável pelo registro fotográfico e cinematográfico da expedição e que tentaria filmar o ataque ao cume posicionado na base do “Colo Norte” . O bilhete dizia que “...tentariam partir cedo (no dia 8) e que Noel talvez conseguisse vê-los cruzando a base da pirâmide...” de rocha que forma o Everest, ou ainda, subindo a linha do horizonte ao amanhecer. O outro bilhete era para Noel Odell e pedia que ele levasse a bússola esquecida até o acampamento 6 e afirmava que o tempo “...estava perfeito para o trabalho”.
O acampamento 6 ficava a apenas 600 metros do cume. Entretanto as barreiras a serem ultrapassadas são dificílimas. A primeira é a denominada “Faixa ou Franja Amarela” uma banda de rocha calcárea muito frágil, friável e muito fragmentada.
O monte Everest é, essencialmente, formado por rochas de origem sedimentar como os calcáreos e arenitos. Pelo caminho feito por estes escaladores, surge uma parede quase vertical em rocha muito dura (o primeiro escalão). A seguir uma passagem de cerca de trinta metros de rocha nua, dura e afiada (o segundo escalão). Por fim um platô largo de baixa inclinação que leva ao cume. Então chegariam! Após isso a parte talvez mais difícil: retornar em segurança já próximo do esgotamento físico.
Quando foi ao acampamento 6 levar a bússola e provisões adicionais, Noel Odell gastou parte do seu tempo examinando as rochas da região, geólogo que era. Duas observações importantes foram feitas neste momento: uma de caráter científico e outra ligada à expedição. A primeira refere-se ao fato de Odell ter encontrado fósseis, a cerca de 7700 metros de altitude, associados às camadas de rocha sedimentar que formam a parte superior da mais alta montanha do planeta.
Evidentemente esse foi o primeiro registro feito de fósseis naquela região. A segunda refere-se ao fato dele ter relatado que “...às 12h50, em estado de júbilo por ter encontrado os fósseis, visualizei duas pequenas manchas negras que se moviam com entusiasmo em direção à base da pirâmide.” Às 4h30 da tarde Odell retornou ao acampamento 4. A tarde deu lugar a noite. Mallory e Irvine não retornaram. Na manhã seguinte a procura por movimento nos acampamentos acima foi infrutífera. Odell sobe ao acampamento 5 ao fim da tarde. Estava exatamente como ele o havia deixado no dia anterior. Na manhã seguinte, num esforço sobre-humano, Odell segue, sem oxigênio complementar, até o acampamento 6. Ao chegar constatou o que já temia: o local estava exatamente como ele, Odell havia deixado dois dias antes. Odell parte, então para o cume em uma tentativa desesperada de resgatar seus companheiros. Duas horas depois, os ventos, o frio e sua condição física já, então, precária o fazem recuar de volta ao acampamento 6. Faz para Hazard, outro membro da expedição, o sinal combinado de que não os havia encontrado. Começa então a árdua tarefa de descida até a base do “Colo Norte”. Mallory e Irvine haviam desaparecido.
O desaparecimento deles gerou uma das maiores dúvidas da história do montanhismo: Mallory e Irvine chegaram ao cume? Desapareceram enquanto subiam? Várias teorias foram estabelecidas. Como resultado, apenas 78 anos de dúvidas. O que se sabia apenas era o que o “Times” londrino havia publicado a mando de Norton, o líder da expedição: “Mallory e Irvine morreram na última tentativa.”
A Expedição britânica de 1924 foi composta pelos seguintes homens: General Charles Bruce (chefe da expedição); George Mallory; Andrew Irvine; Edward Norton (líder da expedição); Noel Odell; John McDonald; Edward Shebbeare; Geofrey Bruce, John de Vere Hazard; Richard Hingston; John Noel (responsável pelo registro fotográfico e cinematográfico da expedição); Bentley Beetham e Howard Somervel.
Brasileiros tentaram, e conseguiram, escalar o Everest. A primeira expedição brasileira foi liderada por Thomaz Brandolin, em 1991 e tentou chegar ao cume pela via tibetana (“Colo Norte”) a mesma utilizada pela expedição inglesa, não tendo logrado êxito. Mais recentemente Waldemar Niclevicz e Mozart Catão (já falecido) lograram êxito alcançando o cume pela rota nepalesa (“Colo Sul”) em 1996. Não foi feito, infelizmente, pelos Correios do Brasil nenhum registro deste grande feito.
A história do Monte Everest até esta expedição pode ser resumeida em breves palavras da seguinte forma:
1841: Sir George Everest, Agrimensor Geral da Índia entre 1830 a 1843, registra o local exato do pico.
1848: O flso cume (pico B) é identificado e sua altura é calculada em 30.200 pés (medida errada)
1852: O Serviço de Trigonmetria da Índia determina que o cume XV (futuro Everest) é a montanha mais alta no mundo.
1856: O agrimensor Andrew Waugh completa a primeira medida de altura, e declara que o Cume XV tem 8840 metros (29,002 pés).
1865: O cume XV é renomeado como Momte Everest em honra de Sir George Everest.
1903: O Vice-rei da Índia, Deus Curzon, preocupado com uma possível influência russa dentro do Tibete, envia Sir Francis Younghusband para negociar um acordo de fronteiras ecomércio com os Tibetanos, entretanto, estes se recusam entrar em negociações. Assim, Younghusband conduz uma Expedição do Exército britânico até Lhasa, capital do Tibete. Um tratado então é assinado em setembro de 1904, depois que o Dalai Lama fugir para a Mongólia.
1904: um integrante do pessoal de Younghusband, J., Claude White, fotografa o lado Oriental do Everest, de Kampa Dzong, a 150 Km da base da montanha.
1907: Natha Singh, um membro da expedição de pesquisa britânica, obtém permissão para entrar na região de Monte Everest pelo lado Nepalês. Ele traça uma rota, que é o portal para a rota sulista para a escalada da montanha até hoje, e que é direcionada para a base da geleira do Khumbu.
1913: capitão John Noel, um oficial militar britânico, viaja disfarçado para o Tibete (na ocasião era proibida a entrada de estrangeiros no Tibete) para achar o melhor modo para chegar ao Everest. Ele chegou a cerca de 100 Km da base da montanha, mas neste ponto encontrou um obstáculo intransponível: uma montanha não mapeada até aquele dia! Noel pode, entretanto, ver a "pirâmide" que constitui o topo do Everest
1920: o Dalai Lama abre o Tibete a estrangeiros qundo do relaxamento das tensões com a China e a Rússia. A Real Sociedade Geográfica e o Clube Alpino celebram uma reunião em comum para discutir como proceder para efetivar uma expedição para o Monte Everest. O Comitê de Monte Everest é estabelecido por Younghusband, e uma resolução formal declara que uma expedição aconteceria o ano seguinte, tendo o reconhecimento do terreno como primeira prioridade, (embora uma tentativa de alcançar o cume não estivesse descartada).
1921: a Primeira Expedição de Reconhecimento Britânica ao Everest é conduzida pelo Tenente-Coronel Charles Howard-Bury. Esta é a primeira viagem de George Leigh Mallory à montanha. Passadas dez semanas de exploração, no dia 24 de setembro de 1921, Guy Bullock e George Mallory são os primeiros escaladores a alcançar o Colo Norte do Everest, chegando a uma altitude de cerca de 7000 metros. A rota pelo Colo Norte para a conquista da montanha havia sido estabelecida.
1922: a Segundo Expedição Britânica ao Everest é conduzido pelo General C.G. Bruce, e segue a mesma rota explorada o ano anterior. George Mallory está presente junto com George Finch, Geoffrey Bruce, Henry Morshead, Edward Norton, Howard Somervell. John Noel é o chefe da expedição. No dia 22 de maio, Mallory, Norton, Somervell e Morshead fazem a primeira tentativa de atingir o Cume. Chegam até 8170 m. No dia 23 de maio, George Finch e Geoffrey Bruce sobem o até 8320 metros, fazendo uso de oxigênio. No dia 7 de junho, Mallory conduz uma terceira tentativa que termina em tragédia: 7 escaladores Sherpas morrem soterrados por uma avalanche. São as primeiras mortes informadas no Everest.
1923: durante uma entrevista, após uma conferência realizada nos Estados Unidos, um repórter pergunta para Mallory por que ele quer escalar o Everest. Neste momento Mallory imortaliza uma frase que representa sinteticamente o espírito de uma escala: " Porque ele está lá."
Sugestão para leituras complementares:
1) Sobre a Teoria da Tectônica de Placas:
Wegener, A. (1966) The Origin of Continents and Oceans. Dover. N.York. 196 p. Tradução do texto em alemão de 1929.
Condie, K. (1984) Plate Tectonics and Crustal Evolution. Pergamon Press. London. Second Edition. 319 p.
2) Sobre a Saga de Mallory e Irvine
Hemmleb, J.; Johnson, L.A. & Simonson, E.R. (1999) Fantasmas do Everest. Em Busca de Mallory e Irvine. Companhia das Letras. 225 p.
3) Sobre escaladas ao Himalaia
Krakauer, J. (1997) - No Ar Rarefeito. O Relato da Tragédia no Everest em 1996 Companhia das Letras. 269 p.
Brandolim, T. (1993) - Everest: Viagem à montanha abençoada. L&PM. 4a. Edição. 206 p.
Niclevicz, W. (1994) -Tudo pelo Everest. Editora Saraiva. 2a. Edição 191 p.
Figura 1: Frente do Cartão Postal enviado da base do glaciar (geleira) Rongbuk (acampamento número 1 da expedição). Observar a presença, no canto superior direito, de selo da expedição em azul, com o Monte Everest visto da base da geleira Rongbuk, assumido como selo do Tibet, datado de 1924 e apresentando quatro suásticas em cada um dos cantos. O selo está anulado por carimbo circular, também da expedição, em vermelho "Mt Everest Expedition * 1924 * Rongbuk Glacier Base Camp". Sobreposto, temos um carimbo circular preto indiano. A franquia é de 1 1/2 rúpia paga por selo do correio indiano com face do rei George, anulado por carimbo preto datado de 16/04/24, do "British Empire datado de 1924". A Correspondência é endereçada à K.L. Jennings em Southgate, Londres.

Figura 2: Verso do cartão Postal. Foto do glaciar Rongbuk com vista do Everest. O Postal foi enviado pelo membro da expedição J. B. L. Noel, responsável pelas fotografias e filmagens. Já no postal, ele convida para a apresentação do filme da expedição a ser apresentado no Scala Theatre, em Londres em novembro de 1924. Inetressante é o fato que a correspondência foi expedida via correio ambulante de Rongbuk até as terras indianas. Em tempo, a expedição não conseguiu caracterizar o êxito ou o fracasso de seu objetivo: alcançar o cume da montanha, já que o não se sabe se o desaparecimento (morte) dos dois últimos alpinistas a tentarem atingir o cume, Mallory e Irvine, aconteceu após ambos terem chegado ao cume ou se antes, ainda quando subiam em direção ao ponto mais alto da Terra.
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