• Museu Postal Nacional Americano: vender ou icinerar os selos fiscais?
    por Rubem Porto Jr. (tradução)

    O Museu Postal Nacional planeja vender e/ou destruir milhões de selos fiscai (imposto de consumo) que já não são mais usados para provar o pagamento de impostos referentes a uísque, cigarros e etc.. A idéia não está sendo muito bem aceita pelos colecionadores, clubes e comércio de uma forma geral. Entende-se que os selos poderiam ser vendidos, pelo menos parte deles, com o valor arrecadado sendo agregado ao orçamento do museu. Entretanto, há um entendimento de que se todos os selos estocados forem vendidos, isso poderia causar um caos no mercado filatélico. Há uma parcela significativa entre os colecionadores que insistem na tese de que todos os selos devessem ir em venda. A discordância, de muitos outros, vem do fato de que a inundação do mercado por este material, de forma abrupta, destruiria o valor de muitos selos raros, hoje, em mãos de alguns colecionadores particulares. De qualquer forma, o sentimento generalizado de todos, apesar de se discutir qual seria o melhor procedimento, é de que seja inaceitável o conceito de que um museu local de preservação,vai destruir material. Os colecionadores tem horror à sugestão de se rasgar ou incinerar selos. Isso tráz um sentimento de perda terrível a todos. Entretanto, mesmo grandes Clubes e Sociedades norte-americanas, não tem uma posição final sobre o caso, indicando uma forte divisão de pensamento. Segundo Rob Hassler, há as pessoas para quem os selos são sagrados, e isso implica em que nenhum selo deva ser destruído propositalmente. Outros já pensam que uma solução seria a liberação restrita, que viesse a proteger o valor dos selos, hoje em mãos particulares.

    A disponibilidade destes selos no Museu, veio da decisão da da Secretaria do Tesouro dos EUA de doar cerca de 7,8 milhões de dólares em selos fiscais para o museu entre os anos cinqüenta e setenta. As taxas referentes a licor, cigarros, cartões de jogos e outros produtos estão acumulados no museu sem uso para o museu. Os valores calculados para os selos variam amplamente. Há aqueles de valor de mercado muito pequeno, e outros que poderiam atingir até US$1.000, ou mais, cada exemplar.

    Quando a Secretaria do Tesouro doou os selos ao Museu, a intensão era de eles fossem incorporados em sua coleção e que houvesse material suplementar, podendo este excesso ser vendido para alavancar projetos do Museu que necessitassem de fundos.

    Se a opção for a venda, o diretor do Museu afirma que o plano é garantir que haja um teste de mercado no outono próximo, mas com todo o cuidado para preservar o mercado. São no total, quase oito milhões de selos distribuídos em 1.858 tipos diferentes, alguns com milhares de cópias. O Museu pretende manter cerca de 100 exemplares de cada tipo para a sua coleção. É possível que se preservem mais exemplares para que seja criado um programa de empréstimo/doação deste material para outros Museus Postais. Assim, o Museu venderia cerca de 6 milhões de exemplares e destruiria (por icineração) cerca de 1,4 milhões de selos.

    Individualemnte seriam ofertados apenas os selos mais raros e no máximo de três a seis exemplares de cada. Isso, entende-se, preservaria o mercado existente para eles. Já para os demais, mais comuns, seriam ofertados lotes maiores.

    Um dos mais ferrenhos opositores deste plano, contra a icineração de qualquer material do Museu e de venda com restrições, é Eric Jackson, presidente de uma associação de colecionadores de selos fiscais nos EUA. Para ele, a venda todos os selos, sem restrição, estimularia o interesse entre os colecionadores deste tipo de material. Ele concorda que a avenda teria impacto e reduziria o valor de alguns selos raros. Mas, do seu ponto de vista, isto seria benéfico porque tendo mais pessoas interessadas em colecionar este tipo de selo logo o mercado se reajustaria e os preços ficariam em patamares mais realistas.

    Para ele, a tentativa do Museu de icinerar ou controlar a venda do material, isso sim corresponde a manipulação de valor de mercado dos selos e questão.

    O semanário Linn's fez uma enquete e os participantes da mesma apoiam as razões de Eric Jackson. Já existem grupos determinados a sugerir ações e biocotes ao Museu em função desta questão.


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